Como se não bastasse a falta de informação séria por parte de muito governos e organizações de saúde, o povo, trancafiado em casa, inventa cada coisa mais absurda e espalha pelas redes sociais. As famosas Fake News que marcaram acontecimentos como as eleições norte americanas, não poupam nem a maior calamidade de saúde pública dos nossos tempos. Para tentar combater a proliferação de notícias falsas a IFCN (International Fact-Checking Network) montou uma rede em mais de 70 países para tentar reduzir os dados das notícias falsas. O site #CoronaVirusFactsAlliance tem um trabalho que engloba dados globais. O trabalho também delimita quais são os temas mais usados e em qual lugar a fake news foi produzida. Apurou-se que Índia, Estados Unidos e Brasil são os maiores produtores de notícias falsas e algumas bem absurdas: O uso de urina de vaca como medicamento contra a Covid-19 foi amplamente divulgado na Índia; O ato de estourar plástico bolha poderia espalhar a Covid-19 porque a produção do material era feita por pessoas supostamente contaminadas; Em Espanha noticiaram que 86 pessoas deveriam ficar de quarentena num bordel depois do contágio do novo coronavírus por uma prostituta; Na Colômbia, foi divulgado que o infravermelho dos termómetros, aparelho que está a ser utilizado em estabelecimentos, causava a “morte dos neurónios”; Na França, um site divulgou que o consumo de carne bovina seria eficaz contra a Covid-19; No Brasil, um protesto com cruzes na praia da Copacabana, no Rio de Janeiro, que representavam as vítimas da Covid-19, ganhou bastante repercussão. Em Itália, a imagem da manifestação foi difundida como se a famosa praia tivesse sido transformada num cemitério para os mortos do coronavírus; No México fez furor a estranha solução para matar o vírus da Covid-19, a técnica era usar um secador de cabelo contra o nariz por pelo menos cinco vezes ao dia, porque o coronavírus seria destruído após ser exposto a uma temperatura de 56°C.
As mais bizarras fake news sobre o Corona
